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Festival Intergalático dos Povos Originários

Aldeia Pataxó Porto do Boi - Caraíva - Bahia - Brasil

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Anfitriões 

Aldeia Pataxó Porto do Boi 

A História da Tribo

Antes do contato com o homem branco, nosso povo era livre, nossas matas e nossos rios sempre sadios. Nosso sustento vinha das raízes, frutos, caças, peixes, mariscos, etc. Nossas casas eram choças feitas de galhos finos de árvore e estacas fincadas, enxurradas uma com as outras com cipó e cobertas com folha de coqueiro e de patioba.sempre andávamos em grupo de um lugar para o outro, pois éramos nômades. Toda floresta era nossa casa, porque a Terra para nós não tinha divisão. Chegamos a ocupar desde os rios da região de Porto Seguro no extremo Sul da Bahia, até o Rio São Mateus do norte do Espírito Santo.  Sempre existimos, porém os viajantes só nós descobriram a partir do século XIX, pelo conhecimento que temos dos seus documentos. 


Nós, os Pataxó, tínhamos uma grande habilidade em atirar flechas quando ocorria alguns conflitos com outros grupos, pois sempre soubemos no defender. Pataxó sempre foi um Povo Guerreiro. 
A presença do brancos fazendeiros na região, durante o século XIX, fez com que nós Pataxó e outros grupos nos afastássemos de dentro da mata, ficando mais próximo do litoral, devido a diminuição do território. Então nós, os  Pataxó, foram obrigados a ser aldeados em 1861, por decisão do Governo da Província da Bahia, com a intenção de tentar nos amansar, sido feita catequização pelos padres. Foi a partir daí que nós ficamos sedentários, ou seja, perdemos a nossa liberdade de ter a vida luvre. Tudo tornou-se limitado, as nossas moradas, nossa língua, cultura e tradição. 


Então tivemos que aprender a viver dessa maneira, fazendo plantações, morando em casas fixas feitas de palha ou barro. Até a preparação da nossa alimentação sofreu modificações, mas ainda continuava nossa alimentação a base de caça, pesca, mariscos, farinha de fubá e biju.


Em 1951 houve um massacre na Aldeia Mãe, que é a Aldeia de Barra Velha. Foi tão cruel o massacre, que até hoje o nosso povo não gosta de lembrar. Contam os mais velhos muitas histórias dessa época. 
Tivemos que viver como selvagens, fugindo e temendo pelo que não devíamos, sendo obrigado a negar o que sempre tivemos orgulho de ser. Negamos, escondemos a nossa identidade, pelo sofrimento, a perda da nossa convivência pacífica na aldeia. Tivemos que ajustar nossas vidas de acordo com o lugar pra onde fugimos. Durante esse período nosso povo viver uma vida humilhante. Na busca de reconstruir novamente suas vidas, nosso povo foi retornando aos poucos a Aldeia. Dos parentes que foram embora ou fugiram, reconstruíram a vida em outros lugares. 


Apesar de todo desespero e sofrimento, nós resistimos e unimos nossas forças.  No dia 19 de Agosto de 1999, reconquistamos o Monte Pascoal, que pra nós, é um lugar sagrado, onde estão nossas raízes e onde estão brotando novos frutos, que são a geração do futuro do nosso povo. 

Hoje nosso povo enfrenta vários desafios, mas são muitos nossos projetos para o futuro de retorno a toda nossa cultura e sabedoria ancestral. O Festival irá ajudar a Aldeia Porto do Boi a arrecadar fundos para o projeto de reconstrução da estrutura da Aldeia.